Coloco aqui minhas reflexões, minhas poesias, poesia de terceiros, textos, algumas brincadeiras e muita paz de espírito.

sábado, 8 de agosto de 2020

Fotógrafa registra parto empelicado raro no Espírito Santo

  

A foto acima mostra o nascimento do pequeno Noah, registrado pela fotógrafa Jana Brasil em Vila Velha, no Espírito Santo.

O parto foi empelicado, o que significa que o bebê veio ao mundo ainda dentro do saco amniótico.

 

Se você achou estranho, não se preocupe: embora este tipo de nascimento seja bastante raro, a criança não corre perigo nenhum enquanto está no saco amniótico. Pelo contrário, está protegida.

Uma vez que ele não se rompe sozinho durante o trabalho de parto, precisa ser aberto depois pelo obstetra ou parteiro, momento em que o bebê finalmente toma seu primeiro fôlego.

 

Rei dos bebês empelicados

As imagens de Noah envolvido na membrana amniótica viralizaram depois de serem postadas nas redes sociais por Jana.

Embora partos empelicados só ocorram uma vez a cada 80.000 nascimentos, a fotógrafa já documentou três deles somente no Espírito Santo.

 

Todos foram conduzidos pelo ginecologista e obstetra Rafael Baggieri, que tem sido chamado de “rei dos bebês empelicados” segundo o portal Catraca Livre.

O médico já era um sucesso nas redes sociais por sua simpatia, competência e pelo atendimento gratuito para mulheres de baixa renda na Grande Vitória. De acordo com aFolha Vitória, ele comanda um projeto que atende aproximadamente 20 grávidas todo mês desde 2013.

Uma das pacientes do profissional, Thalita Herrera de Alvarenga, possui um problema raro no sangue, o que tornava sua gravidez de risco. “Eu tinha muito medo do parto, pois era muito provável eu não sobreviver, mas a cada consulta eu ficava mais tranquila. É muito importante ter um médico humano, porque às vezes a pessoa não precisa de consulta, mas só de ouvir algumas palavras, sem aquela coisa mecânica”, contou à FolhaVitória. [CatracaLivre, FolhaVitória, JanaBrasil]


 Fonte: https://hypescience.com/parto-empelicado

 

  

  

domingo, 19 de janeiro de 2020

Eu nunca quis um marido, eu sempre quis um companheiro




Eu nunca fiz questão de festa de casamento, de vestido de noiva e de um anel caríssimo de brilhantes. Não é isso que faz a minha cabeça.


Eu nunca fiz questão de festa de casamento, de vestido de noiva e de um anel caríssimo de brilhantes. Não é isso que faz a minha cabeça. Eu não preciso de um papel assinado para provar que sou sua mulher, faz-me sentir que sou a tua mulher, faz-me tua! E eu serei sempre.

Tu podes colocar uma aliança de bambu no meu dedo, desde que seja com VERDADE, que ela não seja somente para mostrar o nosso compromisso ao mundo, que eu ficarei feliz se ela não tiver ouro, mas tiver AMOR. E se tu a usares com felicidade e não por mera formalidade.

Eu tampouco quero exigir-te fidelidade, pois creio que fidelidade e amor ninguém obriga nem agradece; Quando existe um destes sentimentos muito forte, o outro complementa espontaneamente, sem obrigações, sem cobranças. A lealdade é fruto desta união e é isso que me interessa.

Eu dispenso a festa, se for para mostrar aos nossos amigos como estou feliz, quem me conhece não precisa disso e quem não me conhece não me importa… os meus amigos sabem que eu encontrei o amor, só pelo brilho nos meus olhos; Nunca quis um marido para a cerimônia, sempre quis um companheiro que fizesse da nossa rotina uma grande alegria e da nossa cama uma festa. Não me dês presentes caros, dá-me sorrisos!

Eu nunca quis um MARIDO para me acompanhar nos rituais natalícios e reuniões de família, sem a menor vontade, só porque PRECISA estar ali; Eu sempre quis um parceiro, que mesmo no final do campeonato de futebol, com a sua equipa em campo me dissesse “Vamos! Eu assisto ao jogo com os teus primos – adversários!”. Percebes a diferença?

Parceria pode ser absolutamente oposta ao casamento, mesmo que não devesse nunca ser assim. Eu nunca quis passar o ano todo planeando um roteiro para os 7 dias corridos de férias no final do ano, porque eu não preciso passar o ano novo em Cancun, eu sempre quis um companheiro que me fosse pegar mais cedo no trabalho numa quinta-feira e que subíssemos a serra para passarmos 24 horas juntos…

Eu nunca quis um MARIDO que levasse a minha família para jantar no meu aniversário e me desse uma bolsa qualquer de presente, porque isso é o correto a se fazer; Eu quero um companheiro que me deixe um bombom debaixo do travesseiro para quando eu chegar… que ligue para a minha família e diga “Venham aqui para casa!”, que não me faça declarações com um helicóptero, mas que me diga, todos os dias, baixinho ao pé do ouvido, o quanto eu sou importante.

Eu não quero um marido para posar comigo nas fotos, para me levar nos eventos da firma; Eu quero um companheiro para produzir boas lembranças, para ser, um dia, aquela foto que dá saudade, de um momento rotineiro na varanda… um companheiro para depois do evento da firma perguntar “E agora, vamos esticar-nos aonde?”.

Eu não quero um marido que só fique à minha espera na sala do pronto socorro, eu sempre quis um companheiro que me fizesse um chá quando eu estivesse com gripe. Isso é cuidado, zelo, e casamento, infelizmente, às vezes é outra coisa. Portanto, não te cases comigo apenas, mais do que isso: VIVE ao meu lado.

Eu não quero um marido para cumprir os protocolos; Eu quero um companheiro, para quebrarmos todos eles!

Eu não quero um marido para envelhecer comigo; Eu quero um COMPANHEIRO que me ajude a manter o meu espírito sempre jovem. Um companheiro que envelheça junto comigo e que ria dos meus cabelos brancos…

(…) Eu sempre quis um companheiro que me levasse para a cama quando eu adormecesse no sofá.

Eu nunca quis um marido só para brindar; Eu sempre quis um companheiro para abrir uma garrafa quando o dia tiver sido péssimo.

Eu nunca quis um marido para procriar. Para revezar as trocas de fraldas noturnas. Eu sempre quis um companheiro que entendesse o meu cansaço e que me oferecesse o ombro para descansar.

Não precisas fazer massagens tântricas nos meus pés, apenas deixa-me esticar as pernas por cima das tuas…

Eu nunca quis um MA-RI-DO para pagar todas as minhas contas. Eu sempre quis um companheiro para crescer juntos. Nunca quis um marido que me levasse para conhecer o mundo, apenas quis um companheiro para conquistar o mundo, para construirmos um mundo nosso. Para nos bastarmos num dia chuvoso. Para sermos felizes a comer macarrão com ovo! Para rirmos quando o dinheiro apertar… e para querer dividir não só o carro e a conta bancária, mas a alma, a vida e os medos quando a noite chegar; os abraços, o céu, as estrelas, no nosso espaço e por todas as galáxias… que me deixe ser o astro no seu sistema solar!

Mas não precisa ser eterno. Eu só quero que seja verdadeiro enquanto durar. E que esse durar, seja leve, enquanto eu respirar.


Por
 Bruna Stamato
Bruna Stamato 
http://www.brunastamato.com.br/
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terça-feira, 2 de junho de 2015

Ótima analogia sobre vida após a morte...

Um escritor húngaro explicou a existência do Deus invisível com uma ótima analogia:
No ventre de uma mãe havia dois bebês. Um perguntou ao outro:
“Você acredita em vida após o parto?”
O outro respondeu:
“É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde.”
“Bobagem”, disse o primeiro.
“Não há vida após o parto. Que tipo de vida seria essa?”
O segundo disse,
“Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez vamos poder andar com as nossas pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora.”
O primeiro respondeu:
“Isso é um absurdo. Andar é impossível. E comer com a boca? Ridículo! O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o que precisamos. Mas o cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto logicamente está fora de questão.”
O segundo insistiu,
“Bem, eu acho que há alguma coisa, e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vai precisar mais deste tubo físico.”
O primeiro respondeu:
“Bobagem. E além disso, se há mesmo vida após o parto, então por que ninguém jamais voltou de lá? O parto é o fim da vida, e no pós-parto não há nada além de escuridão e silêncio e esquecimento. Ele não nos leva a lugar nenhum.”
“Bem, eu não sei”, disse o segundo,
“mas certamente vamos encontrar a Mãe e ela vai cuidar de nós.”
O primeiro respondeu:
“Mãe? Você realmente acredita em Mãe? Isso é ridículo. Se a Mãe existe, então onde ela está agora?”
O segundo disse:
“Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir.”
Disse o primeiro:
“Bem, eu não posso vê-la, então é lógico que ela não existe.”
Ao que o segundo respondeu:
“Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você pode perceber a presença dela, e pode ouvir sua voz amorosa, lá de cima.”


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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Fique com alguém que não tenha dúvidas


 


Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve.

Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não te enrole. Que não tenha meias palavras. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora.

Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos, ao chefe, ao faxineiro da firma. Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros. Fique com alguém que não se importe com os outros.

Fique com alguém que não deixe existir zonas nebulosas. Que te dê mais certezas do que perguntas. Que apresente soluções antes mesmo dos questionamentos aparecerem. Fique com alguém que te seja a solução dos problemas e não a causa.

Fique com alguém que não tenha traumas. Que não tenha assuntos mal resolvidos. Que saiba que para ser feliz, tem que deixar o passado passar. Fique com alguém que só tenha interesse no futuro e que queira esse futuro com você.

Fique com alguém que te faça rir. Que te mostre que a vida pode ser leve mesmo em momentos duros. Que seja o seu refúgio em dias caóticos. Fique com alguém que quando te abraça, o resto do mundo não importa mais.

Fique com alguém que te transborde. Que te faça sentir que você vai explodir de tanto amor. Que te faça sentir a pessoa mais especial do universo. Fique com alguém que dê sentido à todos os clichês apaixonados.
Fique com alguém que faça planos. Que veja um futuro ao seu lado. Que te carregue para onde for. Que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.

Fique com alguém que não se esconda. Que não te esconda. Que cada palavra seja direta e clara. Que não dê brechas para o mal entendido. Que faça o que fala e fale o que faça. Fique com alguém cujas palavras complementam suas ações.

Fique com alguém que te admire. Que te impulsiona pra frente. Que te apoie quando ninguém mais acreditar em você. Que te ajude a transformar sonhos em realidade. Fique com alguém que acredite que você é capaz de tudo aquilo que queira.

Fique com alguém que você não precise convencer de que você vale a pena. Que não tenha dúvidas. Fique com alguém que te olhe da cabeça aos pés e saiba, sem hesitar, que é você e só você.

Fique com alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes. Fique com alguém que faça não existir mais ninguém depois.
“- Existe uma palavra em alemão: Lebenslangerschicksalsschatz. E a mais próxima tradução seria ‘O tesouro do destino ao longo da vida.’ E Victoria é  ’wunderbar’, mas ela não é minha Lebenslangerschicksalsschatz. Ela é minha Beinaheleidenschaftsgegenstand, sabe? Isso significa ‘Aquilo que é quase aquilo que você quer, mas não completamente.’ E é isso o que Victoria é pra mim.
– Mas como sabe que ela não é Lebenslangerschicksalsschatz? Talvez com o passar dos anos ela se torne mais Lebenslangerschicksalsschatz.
– Não, não, não. Lebenslangerschicksalsschatz não é algo que se desenvolve ao longo do tempo, é algo que acontece instantaneamente. Atravessa você como água de um rio depois da tempestade, preenchendo e esvaziando você ao mesmo tempo. Você sente isso em todo o seu corpo. Nas suas mãos. No seu coração. No seu estômago. Na sua pele. Já se sentiu assim com alguém?
– Acho que sim.
– Se tem que pensar a respeito é porque não sentiu.
– E tem absoluta certeza que encontrará isso um dia?
– É claro. Eventualmente todo mundo encontrará. Só que nunca saberá onde ou quando.”

(How I Met Your Mother)

Marina Barbieri

quarta-feira, 22 de abril de 2015

TAMANHO DE BUMBUM NAS MULHERES ESTÁ RELACIONADO COM O SEU GRAU DE INTELIGÊNCIA

levantamento1 Segundo uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Oxford, ter as nádegas de um tamanho considerável previne o desenvolvimento de diabetes. Por sua vez, determinaram que as mulheres que possuem um traseiro grande e cintura fina, são mais inteligentes que o restante.
O corpo feminino acumula gordura em muitas partes, como os seios, o abdômen ou as pernas, mas muitas garotas guardam grandes reservas nos glúteos, algo que tem mais vantagens do que poderiam imaginar.
Os cientistas analisaram e compararam a gordura do abdômen feminino com as das pernas, cadeiras e nádegas, encontrando que a gordura proveniente da parte baixa do corpo das mulheres previne o desenvolvimento de diabetes, graças à quantidade e tipo de hormônios que contém. Estas gorduras produzem hormônios que ajudam a metabolizar açúcares e outros lipídeos de forma mais fácil, ao contrário da gordura abdominal que segrega hormônios com o efeito contrário.
De qualquer forma, não se trata de que as mulheres devam comer a mais. O benefício do traseiro avantajado é determinado pela genética, portanto ainda não é possível alterar o bumbum por meio de hábitos alimentícios.
tamanho-bumbumOutras descobertas similares, que fazem pensar que as mulheres com traseiros grandes são capazes de viver mais e melhor, são os realizadas pelas universidades de Califórnia e Pittsburgh. Pesquisadores destas instituições descobriram que as mulheres desbundantes e com largas cadeiras, mas com cinturas finas, são mais inteligentes que as demais.
A inteligência destas voluptuosas garotas, deve-se aos ácidos graxos Omega 3 que se acumulam ali e que intervêm no desenvolvimento do cérebro. Os pesquisadores analisaram dados de 16 mil mulheres, concluindo que ao comparar as medidas da cadeira com a cintura, a proporção ideal resulta de 0.6 e 0.7.
O professor Konstantinos Manolopoulos, que encabeçou a equipe da Universidade de Oxford, assegura que as mulheres com mais gordura nas nádegas têm níveis menores de colesterol e glicemia. Ter um grande traseiro também favorece os níveis de leptina no corpo feminino. A leptina é um hormônio que se encarrega de regular o peso; bem como a dinopectina, hormônio com efeitos anti-inflamatórios, vasculoprotetores e anti-diabéticos.
O tecido adiposo dos glúteos grandes prende as partículas gordas daninhas e evita padecimentos cardiovasculares. Outros interessantes resultados destas pesquisas foram que, ao que parece, os filhos nascidos de mães com cadeiras mais largas são intelectualmente superiores aos filhos de mães menos voluptuosas.


Fonte: http://dicasdeamor.com/tamanho-de-bumbum-nas-mulheres-esta-relacionado-com-o-seu-grau-de-inteligencia/

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A moça do vestido azul

vesido azul QUANDO ELE ABRIU O GUARDA-ROUPA, UMA ANGUSTIA LHE VEIO FORTEMENTE.

Paulo passeava com sua esposa Sara comemorando o primeiro mês do casamento feliz e tanto esperado por ambos. De um relance ele percebeu que Sara olhava com empolgação para um belo vestido azul que se destacava numa vitrine recheada de produtos finos. O olhar dela brilhava ao olhar para aquele vestido.

Percebendo que ao mesmo tempo em que olhava para a vitrine ela se sentia incomodada por não estarem suficentes sólidos financeiramente ainda para comprar aquela maravilhosa peça, Paulo se sentiu impotente.

Paulo então, no outro dia, saiu algumas horas antes do seu trabalho e foi até aquela chique loja onde aquele vestido azul estava a venda. Mesmo custando um valor acima dos padrões financeiros do casal, Paulo resolveu comprar pois a felicidade da sua esposa Sara era muito importante para ele.

Chegando em casa, recebeu aquele carinho habitual da sua Sara e então pediu a ela que fechasse os olhos que ele queria lhe presentar pelo primeiro mês de casamento. Quando ela abriu os olhos e viu aquele divino vestido azul que no dia anterior havia lhe feito sonhar, não conteve as lágrimas. Se abraçou naquela peça e a primeira coisa que lhe passou pela cabeça foi "só usarei em ocasiões especiais".

E assim Sara fez. Sempre que Paulo lhe perguntava se não iria usar o vestido azul ela respondia: -"Só usarei em ocasiões especiais. É minha melhor roupa, não posso ficar usando sempre."

E os anos passaram e ela nem sequer tirou o vestido azul de um plástico que recobria e que o mantinha lindo como quando ela o viu na loja. Sara sempre olhava para ele mas não usava esperando uma ocasião especial.

Numa noite, Paulo chegou em casa e encontrou Sara desmaiada na poltrona da sala e sem sucesso tentou acorda-la. Chamado socorro a ambulância chegou em seguida e Sara foi levada para o hospital ainda com vida mas respirando com dificuldades. A notícia veio em seguida e chocou Paulo e seus familiares. Um câncer em estado terminal que se manifestou apenas naquele dia e foi fatal.

Sara havia talvez escondido que sentia algo estranho no seu corpo para não incomodar seu amado Paulo.

Quando saia de casa para voltar ao hospital liberar o corpo de Sara, ele carregava uma caixa em baixo dos braços, a familia e alguns amigos vieram dar condolências ao Paulo e lhe perguntaram o que ele carregava ali naquela caixa. Ele então abriu a embalagem e mostou a todos aquele lindo vestido azul e contou a eles que o presente que ela queria usar apenas numa ocasião especial, seguiria naquele momento com ela para a eternidade.

E você? Guarda algum vestido azul?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Mulheres Chefes de Família

 

 

Em 1995, a imprensa anunciava: 1 em cada 5 famílias brasileiras era chefiada por mulheres, que acumulavam o trabalho fora de casa e a educação dos filhos. Elas assumiam a função de pai e mãe dentro do lar. Coisa antiga, não? Desde os tempos coloniais muitas mulheres se viam nesta situação. Só que, antes, o hábito não era contabilizado. Segundo reportagem da revista Veja na época, as Famílias Chefiadas por Mulheres (FCM) estavam em toda a parte. Desde a profissional de tailleur azul-marinho à empregada doméstica, a maior variação ficava por conta da geografia. No Rio de Janeiro, a porcentagem de mulheres chefes de família era maior do que a média nacional: 25% das residências, situação semelhante à que se observava, à época, nos Estados Unidos. Ainda assim, sua presença era cada vez mais comum no Brasil inteiro. Em 1970, por exemplo, totalizava 13%.

Sociólogos, antropólogos e historiadores constatavam a mais espetacular modificação na forma de estruturação da vida privada desde a Idade Média, quando se consolidaram os pilares da família atual no Ocidente: monogâmica, nuclear. As FCM confirmavam: mulheres não se conformavam mais com as misérias e os sofrimentos de um casamento que não deu certo; punham um fim e seguiam em frente, no esforço de encontrar a própria felicidade.

“Há 25 anos, a mulher separada era considerada uma prostituta pela sociedade, e os filhos, apontados como crianças necessariamente problemáticas na escola. Muitas mulheres se mantinham casadas só para evitar o estigma da separação”, sublinhou o advogado paulista Sérgio Cruz Filho.

A realidade desmentia até mesmo a lenda de que filhos longe do pai teriam desempenho escolar ruim. Uma pesquisa feita na região metropolitana de São Paulo mostrou que os filhos de FCM de classe média tinham desempenho até melhor do que o das crianças com o pai em casa, pois as mães seriam mais exigentes consigo mesmas e com a prole. Segundo dados do IBGE, em 1985, houve 76.000 separações judiciais e a homologação de 36.000 divórcios. Considerando que no Brasil cada casal tinha em média 4 filhos, estima-se que só naquele ano o número de filhos de pais separados tenha alcançado o número de 440 mil crianças.

Os anos 1980 assistiram ao declínio da nupcialidade, ao aumento das uniões informais e à formalização das separações. Demógrafos lembram que a crise econômica, então, interferiu no comportamento dos casais. A nova Constituição de 1988 passou a facilitar os divórcios; não mais se exigia que as pessoas permanecessem juntas depois de ter acabado o amor. Também era cada vez mais raro evitar uma separação pelo temor de que era preciso pensar nos filhos, não só porque todas as crianças, sem exceção e desde o primeiro ano de idade, tinham pelo menos um amiguinho cujos pais já haviam se separado, o que as poupava de se sentirem segregadas, mas também porque era difícil acreditar que ser criado no interior de um inferno conjugal pudesse fazer bem a uma criança.

As taxas de divórcio, que marcaram o desfecho dos casamentos, provavam que cada vez menos a religião ou as tradições familiares tinham o poder de interferir na vida pessoal das brasileiras. Uma conclusão parecia inevitável: sinônimo de maior liberdade, a metamorfose da família podia ser contabilizada na coluna dos ganhos sociais. E isso era recente, num país onde o divórcio só foi aprovado em 1977. Outra mudança notável: deixara de ser vergonha, e ao contrário tornou-se quase uma exigência que a mulher tivesse o seu lugar ao sol no mercado de trabalho. Ambas as mudanças – aumento do divórcio e participação da mulher no universo profissional – estavam muito relacionadas.

“Nas famílias latinas, que marcam a nossa cultura, o pai é o defensor da honra da mulher. Na ausência dele, é o irmão. Na hora de brigar no condomínio, na oficina mecânica, de alugar um apartamento, uma mulher descasada tinha, até há bem pouco tempo, dificuldades imensas”, explicou a cientista social Maria Coleta Oliveira, do Núcleo de Estudos Populacionais da Universidade de Campinas (UNICAMP). “Hoje, isso está mudando nos grandes centros urbanos uma vez que as mulheres estão se inteirando de que podem conquistar espaços que não existiam antes”. Poucas mulheres com mais de 50 anos logravam se casar com homens com menos de 25.

Ainda segundo a reportagem da revista Veja, alimentado e bem servido, o marido costumava ir embora quando fazia um bom progresso na carreira. Por coincidência, era quase sempre nesse ponto que ele concluía ser um tédio o seu casamento e resolvia se interessar por mulheres mais jovens. Na esmagadora maioria dos casos, informaram os advogados especializados em apartar casais em litígio, uma separação começava quando ele arrumava uma amante. Como ganhava pouco – ou não ganhava nada, pois cuidar da ninhada e pilotar o fogão sempre fora sua tarefa sagrada –, a esposa, já envelhecida, precisava arranjar um trabalho. Doravante, não teria ajuda nem para trocar uma lâmpada. Entre mamadeiras e lição de casa, a babá que não vinha e o almoço que não ficou pronto, era bem mais difícil encontrar um 2º marido, mesmo porque agora a urgência era arrumar um emprego. Enquanto isso, o marido, mesmo barrigudo e careca, muito menos vigoroso, estaria livre, desimpedido e com algum dinheiro no bolso para encontrar alguém capaz de chamá-lo de “gato”.

 

“O homem não esquenta lugar no mundo dos solitários”, afirmou a demógrafa Elza Berquó, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Para elas, contudo, tão delicado quanto a separação era o ritual que levava uma mãe a apresentar o novo namorado aos seus filhos. O cuidado se explicava pelo temor de que o novo marido obrigasse a mulher a diminuir a atenção que prestava às crianças, que já não podiam contar com a presença do pai. Havia ainda o receio de que um 2º casamento não desse certo, quando então, vencidas as barreiras iniciais, os filhos teriam de passar por uma segunda perda afetiva.

Nessa época, um abismo separava a condição de ex-casados. Não se condenava, e até se estimulava, que o ex-marido competisse em festas para levar uma medalha de dom-juan para casa. A ex-mulher que fizesse fama como caçadora, entretanto, seria apedrejada pela vizinhança. Graças às separações, os custos subiam e o padrão de vida caía. Segundo uma pesquisa da Fipe/USP, quando o marido saía de casa e ia morar sozinho, todos se tornavam 25% mais pobres. Caso o marido tivesse outra mulher para sustentar, a queda chegaria a 35%. Se houvesse outros filhos, o arrocho seria de 50%. Quem tinha de correr atrás do prejuízo era a mulher. Se não trabalhava, iria procurar emprego. Se fizesse meio período, teria de cumprir uma jornada inteira. Mesmo que o marido lhe pagasse uma pensão de 50% sobre seus vencimentos, o que era raro, na pura matemática do supermercado e da mensalidade escolar seria ele o menos prejudicado.

Bem mais dramática era a situação das mulheres chefes de família que se encontravam do lado de baixo da pirâmide social brasileira. Ali também se operava a mesma mudança nos costumes que agitava as camadas altas, porém com uma diferença: não foram os costumes liberais que colocaram o Nordeste como sendo a 1ª região do país em número de FCM; foi a miséria, que empurrou os maridos para longe, em grandes fluxos migratórios, para onde partiram sozinhos, deixando mulheres e filhos para trás. Tal como no passado, mulheres pobres sempre se ajudaram: umas com mantimentos, outras com vestuário, outras ainda com o bujão de gás. Esse matriarcado na pobreza não supriu todas as necessidades, mas sem ele a degradação teria sido maior.

Artigo de opinião da historiadora Mary del Priore 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

QUE VENHA 2015

2015- ANO DO CICLO 8


Oito é detentor de uma energia muito cíclica. Ele representa a mudança, 8-2 as estações, o tempo, e o reino do infinito. Oito é um número excelente para uma casa, porque mantém o fluxo emocional do seu residente. Oito nos fala de equilíbrio e consistência.
O ano 8 geralmente é permeado por um grande senso de justiça, ética, integridade e honestidade, e o grande ensinamento a ser assimilado para que um ano 8 seja próspero e feliz é o seguinte: o sucesso material precisa caminhar junto do progresso espiritual.
O ciclo do 8 permite que você colha as recompensas de tudo o que vem plantando durante anos. Lei do Karma, lembra? Colhemos aquilo que plantamos...e é chegada a hora da colheita! Que tal aproveitar esse ciclo de transformações, para deixar fluir o amor em suas atitudes e em novos plantios? Abundância, responsabilidade e poder estarão ao seu alcance, desde que não esqueça de que amar a si mesmo é a melhor semente que você pode plantar... dessa forma o amor se espalhará à sua volta, trazendo o equilíbrio tão necessário nesses tempos de mudanças.

 

2015- REGIDO PELA JUSTIÇA - ARCANO VIII DO TAROT


Este arcano traz para o ano de 2015 o equilíbrio, a análise do passado, a necessidade de mudanças de paradigmas.
O importante em relação ao oitavo arcano é termos plena consciência de que, com a sua presença em 2015, 8-1será indispensável uma postura correta, justa, franca e leal perante a vida e perante nós mesmos. A Justiça trará á tona a necessidade de sermos íntegros, honestos e verdadeiros conosco e com o nosso passado, uma vez que nosso momento presente nada mais é do que um reflexo de nossas ações passadas.
O oitavo arcano simboliza a colheita cármica: colheremos aquilo que plantamos ou seja, "...a cada um, segundo suas obras...". As Leis de causa e efeito e de ação e reação... Precisamos entrar em contato com a rigidez que muitas vezes temos e não percebemos; os preconceitos pessoais, que tolhem nosso desenvolvimento e o de nossa espiritualidade e deletar tudo aquilo que não nos trás mais nenhum benefício. A grande transmutação só acontecerá quando estivermos em perfeito equilíbrio e harmonia com nós mesmos. Tarefa difícil mas não impossível! Vamos, meus amigos! Coragem nessa "luta" por uma vida mais íntegra, mais justa, mais harmônica... Só assim curaremos à nós e ao nosso mundo.

 

O SÍMBOLO DO INFINITO - LEMNISCATA


A lemniscata é conhecida por quase todo mundo como sendo o símbolo do Infinito, aquele 8 deitado que aprendemos nas aulas  de matemática.

 8

Mas seu significado é muito mais amplo e muito mais antigo. Adotada por diversas linhas espirituais, ela simboliza, para os rosacruzes, a evolução quando observada de dois lados: o fisico e o espiritual. Um dos anéis de lemniscata é a jornada do nascimento à morte, o outro da morte ao novo nascimento. O ponto central é considerado o portal entre os dois mundos.
Um elo aliado ao outro formando um seguimento eterno, está ligado ao número 8, pois seu significado espiritual: vai ao céu e volta à Terra numa constante. Não tem princípio nem fim. Símbolo de perpetuação da espécie.
Representa o tempo (o eterno agora), o movimento da luz que percorre o caminho do masculino, do feminino e a linha do tempo na sua subida em direção ao ponto mais alto, à iluminação que, finalmente atingida, espalha sobre o Todo a luz do Amor, da Verdade e da Sabedoria. Esse símbolo retrata o ritmo eterno, a circulação das energias, a respiração, a renovação. Se você traçar a LEMNISCATA no ar com varetas de incenso, esse gesto trará harmonização às pessoas e ao próprio ambiente...

 

ANO DE 2015 SERÁ REGIDO POR MARTE!


"Quando o Sol ingressar no signo de Áries, em 20 de março, teremos o início do Ano Novo Astrológico...O ano de 2015 promete muitas coisas. Será regido pelo planeta Marte, o que implica em um aumento da vitalidade, gerando energias inesgotáveis, mas também mais agressividade e impulsividade. 8-3 Marte Marte apresenta lados positivos e negativos ativando o lado mais instintual e primário na luta pela sobrevivência. Se podemos empregar uma palavraque o caracterize nesse lado menos positivo, é “tensão”; ou seja., os "fios" das pessoas podem estar "desencapados". Tensões à parte, devemos evitar de todas as formas, a agressividade e a impulsividade, pois não trarão nada de positivo. Em compensação o empreendedorismo está em alta. Deseja abrir um negócio próprio? Cerque-se de garantias e procure aumentar seus conhecimentos no campo de atividades que o interessam e... mãos à obra, sem nunca descuidar da ética, pois 2015 também será "regido" pela Justiça, Arcano VIII do Tarot, que vem nos lembrar que colhemos aquilo que plantamos.
Tenha em mente a filosofia do fósforo: cabeça quente só faz você virar cinza, Isso se aplica neste ano. Pense mil vezes antes de manifestar agressividade, irritabilidade, porque isso se voltará contra você e, mais especificamente, contra sua cabeça, área regida por Marte. Invista sua energia nos esportes, em atividades que ocupem muito o físico, para que consiga manter-se saudável e equilibrado. Yoga e meditação também serão de grande ajuda nesse ano. Mudanças estão no ar. Acredite na mudança! Esteja atento, e, com o coração aberto, para entender que existem algumas situações que chegaram ao finaL. Abra espaço para o novo, dando início dessa forma à um novo ciclo...muito mais harmonizado e pleno!

Fonte: Grupo Arquétipos da Alma

https://www.facebook.com/ArquetiposDaAlma

quinta-feira, 6 de março de 2014

Visita ao Ginecologista

ginecologista

Eu estava agendada para uma consulta com meu ginecologista durante a semana. Numa manha, recebo a ligação do consultório dizendo que minha consulta foi mudada para esta mesma manha às 9h30.

Eu tinha acabado de despachar todos para a escola e trabalho, e já eram 8h45. O trajeto até o consultório me tomaria 35 minutos, logo não tinha muito tempo a perder. Assim como a maioria das mulheres fazem, gosto de dar uma caprichada na higiene quando vou a estas consultas, mas dessa vez, não ia dar tempo de fazer este esforço!

Então, corri escadas acima, arranquei o meu pijama, molhei a toalhinha que estava na beira da banheira, e me dei um banho de gato naquela “área” para assegurar que eu estava ao menos apresentável. Joguei a toalhinha no cesto de roupas sujas, vesti alguma roupa, saltei pra dentro do carro e corri para a consulta.

Eu estava sentada há apenas alguns minutos na sala de espera quando fui chamada. Já sabendo dos procedimentos, assim como todas também sabem, pulei pra cima da mesa de exames, e comecei a olhar para o outro lado, fingindo estar em Paris ou qualquer outro lugar a milhas de distância.

Fiquei um pouco surpresa quando o médico disse: “Puxa! Alguém fez um esforço extra esta manhã, não?”. Nem respondi.
Depois da consulta, já relaxada, voltei para casa. O restante do dia seguiu normalmente.. algumas compras, faxina, cozinhar. Depois da escola, quando minha filha de 6 anos estava brincando, ela me chama do banheiro: “Mamãe, onde está a minha toalhinha?”.

Disse a ela para pegar outra no armário.

E ela responde: “Não! Preciso daquela que estava na beirada da banheira! Foi lá que guardei a minha purpurina e as minhas estrelinhas!”


Anel de falange folheado a ouro c/ strass em forma de olho


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pra eu me apaixonar por você…

Rosas (5) Sabe, não sou o tipo de mulher que se apaixona por um rosto lindo e um corpo sarado. Também não me importa se você usa roupa de grife, tem um carro do ano e só bebe destilado importado. Não quero saber se você frequenta as casas noturnas mais badaladas da cidade, e que gosta de mostrar o quão influente é a sua presença nesses lugares.

Eu não sou o tipo de mulher que vai se apaixonar, só porque você me chamou de linda. Muito menos ficarei puxando o seu saco quando você começar a contar vantagem pra cima de mim. Aliás, é provável que eu te ache um babaca se você fizer isso.

Eu não quero saber quanto tempo você passou na academia. Nem sobre aquela noitada com os amigos onde todas as mulheres babavam em você. Aliás, se tem um monte de mulher correndo atrás de você, querendo que você saia desfilando com elas do lado, no melhor traje, maior salto e uma make arrasadora, parecendo um pinheirinho de natal de tanto penduricalho, fique sabendo, que eu não sou dessas mulheres.

Talvez seja por isso que até seja difícil eu me apaixonar. Não me encanto por tamanhas futilidades. Às vezes eu me encanto por alguém. Acontece quando você é desses caras que tá de bem com a vida e consigo, mas não precisa esfregar na cara de tudo e de todos isso. Eu me apaixono quando eu vejo que você cuida de mim, sem invadir meu espaço. Se preocupa comigo, mas não me faz sentir uma incapaz. Eu gosto quando você é gentil, pega na minha mão, me olha nos olhos, me abraça.

corações (6) Se você for inteligente, eu me apaixono. Mas não precisa querer me mostrar o quanto você é inteligente o tempo todo. Eu vou perceber isso quando conversarmos. Aliás, eu me apaixono se você gostar de conversar, e gostar de ouvir.

Olha, vou contar que eu tenho uma queda grande se você tiver um desses talentos bonitinhos, do tipo saber cozinhar ou tocar violão. E gostar de ficar fazendo companhia, durante horas, fazendo um carinho bom… E eu não vou me importar se seu perfume é de marca ou não.. eu gosto de sentir o cheiro da sua pele mesmo… Se eu gostar do cheiro da sua pele, se nossa pele combinar, te garanto, eu serei capaz de me arrepiar inteira apenas com o nosso toque.

Eu vou gostar se você me surpreender. Mas nada exagerado. Não quero que você demonstre em público com declarações cheias de potenciais micos. Me surpreende trazendo a minha cerveja preferida, ou me leva pra jantar naquele restaurante que eu adoro.

Eu não quero saber se você vai me dar presentes caros, ou pagar sozinho a conta. Aliás, entendo o pagar a conta como uma gentileza. Não sou dessas neuróticas que quer mostrar que sou independente de qualquer homem e que entende isso como uma ofensa. Mas isso não vai me fazer ficar apaixonada por você. E se você quiser dividir, eu também não vejo problema nenhum. Agora, se você se importa com outras coisas, se demonstra que tem interesse em mim, de saber quem eu sou ou da onde vim, e quer dividir essas coisas comigo também, olha, eu posso gostar de você.

Se o nosso papo flui, se a gente conversa, e gosta da companhia um do outro… se o beijo encaixa, se na cama encaixa, se no gosto encaixa… Se você me admira, e não me vê nem acima, nem abaixo de você, se você valoriza minhas qualidades que vão além de um rosto bonitinho ou de um par de peitos e uma bunda, olha moço, eu tenho grandes possibilidades de me apaixonar por você… Se você me olha nos olhos, me abraça apertado, me faz rir e quer dividir sua intimidade comigo, você me encanta… Se você me pega pra dançar, me beija na testa… Se me puxa de repente e me arranca um beijo… Mostra respeito mas não esquece do tesão, olha, você tá no caminho certo.

casal agarrado (6)No jeito que você me olha eu sou capaz de perceber se me acha linda, se me acha gostosa. Então me olha, me admira. Repara em cada pedacinho de mim.

E cuida. Dá atenção. Me faz rir. Me arranca gargalhadas. Eu adoro quem faz isso. Não concorda com tudo que eu digo, me contesta. Mostra que você pensa sob outro ponto de vista também. Me mostra que a vida é mais que isso que eu penso. Me ajuda a enxergar coisas novas, vou fazer isso com você também. Me manda uma mensagem no meio do dia dizendo que pensou em mim porque viu algo que eu gosto muito ou porque sentiu saudades. Diz pra eu ficar bem quando nos despedirmos. Me abraça. Diz que não vê a hora de me ver de novo.

Saiba, que o que vai me fazer apaixonar por você, não é o que você tem, não é o seu corpo, não são suas “conquistas invejáveis”. O que vai me fazer ficar apaixonada é quem você é, é o que você pensa, e como você me trata. É como estamos em sintonia e como me sinto bem simplesmente por estar ao seu lado.

Fonte:http://ninhodemafagafas.com/2014/02/13/pra-eu-me-apaixonar-por-voce/

 


Anel de falange folheado a prata c/ chinelinho resinado (cores sortidas)


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Entrevista com o clitóris: “Guardo ainda muitos segredos”

Falamos com o único órgão humano dedicado única e exclusivamente a dar prazer, e que é exclusivo do gênero feminino

(artigo publicado originalmente no El País em 04/02/2014)

clitoris

Apesar de ter um nome universal, o mesmo em quase todas as línguas, esta parte da anatomia feminina tem sido a grande desconhecida; e é até mesmo perseguida culturalmente. Por estar parcialmente escondido, o seu protagonismo tem sido menor que o de seu homônimo masculino, o pênis. Contudo, o clitóris parece disposto a fazer-se ouvir e a conquistar o seu trono. A indústria dos brinquedos eróticos começa a considerá-lo e, recentemente, a ciência permitiu que o visualizássemos em toda a sua extensão e em 3D. Agora que o universo catódico nos deu uma lição de história sobre a importância do orgasmo clitoridiano (graças a Virginia Johnson e Bill Masters em Masters of Sex), conversamos com o clitóris para averiguar um pouco mais sobre este grande desconhecido.

Você é o único órgão humano encarregado única e exclusivamente de dar prazer e, no entanto, não tem sido reconhecido como merece. Isto é mais uma prova da tendência masoquista do ser humano?
O pênis tem muitos monumentos, uma corrente artística, quase um gênero — o fálico. A mim, foram feitas poucas estátuas, e deveria ser exatamente o contrário. O meu trabalho é totalmente altruísta e desinteressado. E, apesar disso, sou também o único órgão que deve pedir asilo político. Em alguns países cortam-nos a cabeça, e isto as próprias mães fazem com as filhas. Imagine-se um lugar onde fossem cerceadas as orelhas às crianças ao chegarem à puberdade! Seria uma loucura, mas com a gente continua acontecendo.

Imagino-o ressentido com a vagina, que lhe tirou ao longo da história todo o protagonismo…
O que se pode esperar de uma sociedade tradicionalmente machista e puritana?! A penetração vaginal tem uma função reprodutora, e a ordem durante séculos foi “crescei e multiplicai-vos”. Eu, ao contrário, não trago filhos ao mundo. Muita gente ainda identifica o órgão sexual masculino com o pênis, e o feminino com a vagina. Mas não, senhor. Sou eu. A vagina é muito menos sensível. Quando ainda ouço a diferença entre orgasmo vaginal e clitoridiano, começo a rir. Todos os orgasmos passam por mim. Os da vagina não são senão uma estimulação indireta da minha pessoa. Poder-se-ia dizer que sou como um iceberg, mostro apenas uma parte muito pequena de mim, a outra se ramifica por toda a pélvis.

E o que me diz do famoso ponto G?
Sim, vá lá, montou-se um marketing com esse halo de mistério que o rodeia e que flutua entre a realidade e a lenda. Mas a cada dia nascem mais pontos, o A, o U. Todo um alfabeto. De minha parte, vejo o ponto G como um plano B. Não é senão uma estimulação indireta de mim. A ciência ainda tem muito a descobrir a respeito. Ultimamente, começa-se a falar do complexo uretra-clitóris-vagina, uma zona de estimulação erótica e sensorial muito potente que ainda está por descobrir.

Os orgasmos que algumas mulheres podem experimentar manipulando os seios também passam por você?
Sempre se falou de uma ligação entre o mamilo e o clitóris, um fiozinho que une esses dois pontos e que algumas mulheres conhecem tão bem. Especialistas da Universidade de Rutgers, nos EUA, criaram em 2011 um mapa cerebral do prazer sexual feminino. Através de escâneres, os pesquisadores puderam identificar as áreas do cérebro implicadas na excitação dos genitais femininos. Os resultados, publicados no Journal of Sexual Medicine, revelaram que a estimulação do clitóris não é a única que ativa o córtex sensorial, como se pensava, mas que estimular a vagina, o colo do útero ou os mamilos também desencadeia respostas cerebrais. O biólogo Barry Komisaruk, principal autor do estudo, explicava ao diário argentino Perfil: “O inesperado foi que a autoestimulação do mamilo ativa as mesmas áreas cerebrais que a região genital anima”. O que explica que algumas mulheres possam chegar ao orgasmo somente com a masturbação dos seios.

A ciência não esteve muito interessada em você ao longo da história; de fato, sua anatomia completa foi vista pela primeira vez em 1998, graças aos estudos de imagem por ressonância magnética realizados pela uróloga australiana Helen O’Connell.
E faz somente quatro anos que os pesquisadores franceses Dr. Odile Buisson e Dr. Pierre Foldès criaram a primeira ultrassonografia completa em 3D do clitóris estimulado. Eu digo que nunca houve lá muito interesse em mim. Freud afirmou que eu era um pênis inacabado, e que a mulher que experimentava prazer apenas comigo não havia madurado o bastante. Só em minha parte externa possuo umas 8.000 terminações nervosas, o dobro que as do pênis, e estas se comunicam com mais outras 15.000 na região pélvica.

Entretanto, os estudos de Masters e Johnson deram-no a conhecer ao grande público, e até contribuíram para desenvolver um novo tipo de feminismo.
Sim, eles descobriram uma sexualidade feminina independente do coito com os homens. Os achados científicos sobre mim demonstravam que se podia prescindir do homem. “Com frequência a mulher não fica satisfeita com uma única experiência orgástica”, disseram Master e Johnson em seu livro A resposta sexual humana. As feministas mais radicais ficaram bem contentes com esses descobrimentos porque demonstravam a superioridade sexual da mulher, a qual, além de tudo, era multiorgástica. Enquanto isso, os conservadores viam o orgasmo clitorídeo como uma ameaça à heterossexualidade. Sem ir tão longe, nem ser tão apocalíptico, a verdade é que, graças a esses descobrimentos, muitas mulheres reformularam suas relações sexuais e começaram a tomar as rédeas de sua vida erótica. Posso presumir a minha contribuição ao feminismo.

Diz-se que você que aguenta melhor o passar do tempo que o pênis.
Muitas mulheres experimentam a sua plenitude sexual na maturidade, aos 40 e tantos, mas não é de todo certo que eu aguente o tempo tão bem. O meu mecanismo é muito similar ao do órgão masculino. Tenho ereções e ejaculo — às vezes da maneira masculina — e, como o pênis, sou um corpo cavernoso, e afetam-me a hipertensão e a diabetes. Os anos não me favorecem; o que ocorre é que muitas mulheres me descobrem tarde, e só então começam a me disfrutar, a viciar-se em sexo e a tentar recuperar o tempo perdido.

E o que me diz da sua fama de lento, de necessitar de mais tempo, de que se doure mais a pílula para começar a se pôr a trabalhar?
O que demora mais: fazer um frango empanado villeroy ou colocar uma pizza pré-cozida no forno? As coisas boas se fazem esperar, e o que chega rápido se vai ainda mais depressa. De todo modo, isso também é um mito. Um estudo realizado pela Universidade McGill, de Quebec, no Canadá, dirigido pelo Dr. Irv Binik, demonstrou que não existe diferença na quantidade de tempo que ambos os sexos requerem para alcançar o seu máximo nível de excitação. Binik e a sua equipe valeram-se da termografia, medindo a radiação, em termos de temperatura, que emitiam os genitais dos sujeitos da pesquisa enquanto contemplavam diferentes imagens, pornográficas ou não. Tanto os homens quanto as mulheres começavam a sentir excitação nos primeiros 30 segundos. Isso demonstra que, se estimulada adequadamente, a mulher pode chegar ao orgasmo tão rápido quanto o homem, mas, realmente, interessa correr tanto?

O problema parece ser que você é bastante esquisitinho, e encontrar o que lhe apetece não é tão fácil.
O que tem havido é muita incultura e desconhecimento. Se até muitas mulheres não estão muito familiarizadas comigo, que vamos pedir aos homens? Há aqueles que me ignoram totalmente e se dedicam a fazer espeleologia vaginal. Há os que, tão logo me veem, arremetem contra mim sem piedade e de forma bruta, isto me assusta e me retraio, pois sou bastante tímido. Abundam os que se creem especialistas com a boca e, em vez de lamber-me com cuidado, parece que estão fazendo a minha ablação. E depois estão aqueles que sabem me satisfazer, ainda que não se possa dizer que sejam uma legião. Peço apenas um pouco de tato e delicadeza, mas aí novamente criaram de mim uma fama que não mereço, a de não-me-toques. Como se o pênis também não tivesse os seus rompantes e os seus fracassos.

Como se deve tratá-lo então, para que se sinta à vontade?
Como merece uma parte da anatomia tão delicada e sensível. Para estimular a mulher, há que se começar a tatear as zonas erógenas secundárias, para em seguida ir às primárias. Uma vez na zona genital, eu devo ser o último a tocar. Deve-se iniciar pelo monte púbico, lábios maiores, menores, o espaço entre eles, para depois começar a tocar-me, primeiro indiretamente e, após, já diretamente. Às vezes será preciso retirar um pouco o capuz que me cobre. Gosto das lambidas e das sucções, mais lentas ou rápidas, e intercalando o ritmo. Cada mulher tem as suas preferências. Algumas vezes, abordar-me pela retaguarda é mais prazeroso que de frente. E uma ducha, bem dirigida, pode ser muito estimulante.

Tenho entendido que você gosta muito dos brinquedos, e que as vibrações o estimulam.
Sim, são como borbulhas de champanhe, e é preciso dizer que ultimamente quem mais se importa comigo é a indústria dos brinquedos eróticos. Quase todos os vibradores têm agora seus estimuladores do clitóris, cada vez mais anatômicos e sofisticados. Isto para não falar daqueles desenhados especialmente para nós. Meu empresário está buscando um patrocinador para mim e, por enquanto, não me foi permitido fazer publicidade, mas há verdadeiras maravilhas no mercado. Toda mulher deveria ter um pequeno kit de sobrevivência para as épocas de vacas magras e descobrir que, quando a colheita é ruim, também é possível ser autosuficiente.

No seu caso, o tamanho também importa?
Não para o meu perfeito funcionamento. E mais, se sou muito grande, acabo por complexar a minha dona, que vê a coisa pouco estética. O homem que tem um pênis grande, ao contrário, é muito orgulhoso dele. Ainda existem esses dois pesos, duas medidas.

O que me diz dos púbis depilados, é a favor ou contra?
Entre nós mesmos há diversos setores. Alguns preferem não estar rodeados de pelo, porque argumentam que assim são melhor localizados e que têm maior sensibilidade; mas também existem os da linha pró Mato Grosso, que defendem a naturalidade e o papel protetor da penugem dos genitais, que atua como barreira para evitar a entrada de vírus e infecções. Ter o púbis como o de uma atriz pornô exige a eliminação constante do pelo, causando a inflamação dos folículos pilosos e deixando feridas abertas microscópicas. Isto, combinado com o calor e o ambiente úmidos dos genitais, cria um caldo de cultura para as bactérias patogênicas. É uma questão de moda e, conforme li recentemente, já existem algumas defensoras do felpudo. Não me estranharia nada que voltasse a tendência dos genitais peludos. Muitas que fizeram a depilação a laser precisarão, nesse caso, recorrer aos postiços.

— Rita Abundacia

[tradução: Silvio Diogo]

[imagem: Laura Pacheco]


Pulseira folheada a ouro c/ borboletas coloridas


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